PROJETO ENFOQUE COGNITIVO


PROJETO ENFOQUE COGNITIVO

SITUAÇÃO GERADORA

Com a Nova realidade resultado da pandemia causada pelo novo CORONAVÍRUS as escolas devem se adaptar a uma condição de convivência com a COVID-19 por algum tempo antes de nos  sentirmos completamente livres dessa ameaça. As escolas têm enfrentado escassez de material didático específico, tanto para essa realidade quanto no que se refere a recursos que tenha como principal objetivo desenvolver uma cultura metacognitiva em seus alunos. Na sua maioria esses recursos são oriundos de aquisições alheias à realidade da comunidade onde a escola está inserida, obedecendo a um padrão pré-estabelecido por órgãos, pessoas ou equipes sem uma visão real do que acontece na sala de aula.

Alguns recursos são obsoletos, descontextualizados, inadequados e algumas vezes até mesmo desnecessários se tornando mais um impedidor que um facilitador do processo de Ensino-Aprendizagem dentro do espaço escolar.

Tanto para esse novo normal causado pela pandemia como para desenvolver uma relação de conhecimento baseada no pensamento do aluno a escola está enfrentando dificuldade e necessita um reforço para encarar, entender e agir de forma assertiva e coordenada.

JUSTIFICATIVA

As propostas pedagógicas contemporâneas indicam que educar significa preparar o indivíduo para responder às necessidades pessoais e aos anseios de uma sociedade em constante transformação, aceitando desafios propostos pelo surgimento de novas tecnologias, dialogando com um mundo novo e dinâmico, numa sociedade mais instruída, melhor capacitada, gerando espaços educacionais autônomos, criativos, solidários e participativos, condições fundamentais para se viver no mundo atual. Apesar disso, em nossas escolas, ainda vigora a metodologia expositiva. Seu grande problema é o risco da não aprendizagem, já que não há interação entre o sujeito e o objeto de conhecimento, o que torna essa metodologia pouco adequada à formação dos jovens estudantes para a vida.

A inadaptação da escola à sociedade moderna é denunciada de um triplo ponto de vista: econômico, sócio-político e cultural. A escola transmite um saber fossilizado que não leva em conta a evolução rápida do mundo moderno; sua potência de informação é fraca comparada à dos mass media; a transmissão verbal de conhecimentos de uma pessoa para outra é antiquada em relação às novas técnicas de comunicação: a produtividade econômica da escola parece, assim, insuficiente. Do ponto de vista sócio-político, reprova-se a escola por visar à formação de uma elite, enquanto as aspirações democráticas se desenvolvem nas sociedades modernas, e por não ser mesmo mais capaz de formar essa elite, na medida em que o poder repousa, agora, mais sobre a competência técnica do que sobre essa habilidade retórica à qual a escola permaneceu ligada. Enfim, a escola, fundamentalmente conservadora, assegura a transmissão de uma cultura que deixou de tornar inteligível o mundo em que vivemos e que desconhece as formas culturais novas que tomam cada vez mais lugar em nossa sociedade. A escola, fechada em si mesma, rotineira, prisioneira de tradições ultrapassadas, vê-se assim acusada de ser inadaptada à sociedade cultural (CHARLOT, 1976, p.151).

Nesse modelo de escola, o professor passa para o aluno, através da exposição verbal da matéria, de exercícios de memorização e fixação de conteúdos, de leituras em livros didáticos, os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos pelas diferentes culturas. O aluno recebe tudo pronto, não é incentivado a problematizar e nem é solicitado a questionar ou fazer relação do que aprende com o que já conhece. Por isso, é freqüentemente caracterizado como passivo. É um ensino sem sentido para o educando, pois está desvinculado de sua realidade, descontextualizado.

A aquisição isolada de saber intelectual, tendendo muitas vezes a impedir o sentido social que só a participação em uma atividade de interesse comum pode dar - deixa de ser educativa, contradizendo o seu próprio fim. O que é aprendido, sendo aprendido fora do lugar real que tem na vida, perde com isso seu sentido e seu valor (DEWEY, 1967, p.27).

Atualmente, cada vez mais escolas buscam desenvolver uma prática de qualidade, estão atentas à formação global e holística, que proporciona às crianças e adolescentes a vivência da criatividade, da ludicidade, da relação escola e família, da cooperação e do exercício da cidadania. Essas escolas reconhecem a sua missão de formar cidadãos completos, inteiros, abertos ao mundo, criativos, competitivos, alegres, humanizados e solidários.

Num cenário de avanço das ciências, principalmente a Biologia e a Psicologia, e de mudanças sociais, sob a influência da industrialização e urbanização, surge a Escola Nova - final do século XIX, na Europa, e, no Brasil, a partir de 1920, mais fortemente na década de 30. A Escola Nova destacou-se por sua reação à educação tradicional baseada na transmissão de conteúdos descontextualizados, sem significado para a vida dos alunos. De certa forma, foi a partir desse modelo de escola que se abriram os caminhos para uma proposta de ensino por projetos. Pode-se apontar que, já no século XVIII, com Pestalozzi (1746-1827) e Fröebel (1782-1825), encontram-se os precursores da Escola Nova, porém alguns teóricos delimitam com Rousseau o começo do ideário desse movimento. Mas há um consenso de que os seus principais precursores foram os educadores Ovide Decroly, na França, que criou os “Centros de Interesse”; Maria Montessori, na Itália; John Dewey, nos Estados Unidos, que preconizou a sala de aula como uma “comunidade em miniatura”; William Kilpatrick, discípulo de Dewey, que, no início do século XX, propõe um trabalho integrado com Projetos; Celestin Freinet, na França, que protagonizou a Pedagogia de Projetos, entendendo que a criança deve compreender o mundo com certa rigorosidade de pensamento, por meio de um trabalho de pesquisa reflexiva. Desses e de outros autores foram resgatados e destacados alguns princípios que se apontam também presentes na Metodologia de Projetos. Pestalozzi e Fröebel - século XVIII - apontaram a necessidade de uma educação voltada para os interesses e necessidades infantis.

Depois de Pestalozzi, o outro grande avanço para o desenvolvimento de uma concepção de atividade mais real e menos arbitrária nos veio de Fröebel e do movimento de jardins de infância. Brinquedos, jogos, ocupações que exigissem manipulação e construção, foram reconhecidos, pela primeira vez depois de Platão, como de importância essencial para a educação. O lugar do exercício das funções do corpo no desenvolvimento do espírito foi praticamente reconhecido. A aplicação do princípio, entretanto, ainda estava prejudicada e falseada por uma filosofia e psicologia errôneas. A contribuição direta para o crescimento, pelo uso livre e completo dos órgãos do corpo em contato com objetos materiais e com realizações práticas de projetos, não era ainda compreendida (DEWEY, 1967, p.100).

OBJETIVO GERAL

Aguçar o processo mental de percepção, memória, juízo e raciocínio do aluno nas áreas de Linguagem, Matemática e Ciências da Natureza utilizando os diversos meios de interação, leitura e ações pedagógicas preparando-o  para responder às necessidades pessoais e aos anseios de uma sociedade em constante transformação, aceitando desafios propostos pelo surgimento de novas tecnologias, dialogando com um mundo novo e dinâmico.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

•    Identificar a realidade que o aluno vive através de diagnóstico aplicado em cada envolvido no projeto;

•    Colaborar com a necessidade de que cada aluno se adeque as mudanças e exigências tecnológicas do mundo moderno;

•    Desenvolver nos seus valores e práticas, a necessidade de construir um mundo solidário e humano em que todos tenham lugar, sem exclusões e preconceitos.

•    Apresentar aos alunos envolvidos tipos diversos de leituras e atividades lúdicas que despertem uma capacidade de pensar sobre o pensamento e de como se aprende cada uma das áreas propostas no Projeto.

•    Envolver toda a comunidade escolar, tendo como referencia a realidade em busca de aperfeiçoamento e de mudanças necessários a uma educação de melhor qualidade.

•    Apresentar atividades dentro da realidade de cada comunidade onde a escola está envolvida

•    Apresentar material didático, brinquedos, jogos e atividades lúdicas com enfoque nas áreas de Linguagem, Matemática e Ciências da Natureza.

RESULTADOS ESPERADOS

•    Identificar realidade de conhecimento de cada aluno envolvido no Projeto;

•    Cada aluno entendendo como funciona o pensar e o aprender em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências da Natureza;

•    Apresentar novos materiais Paradidáticos de acordo com a necessidade de cada envolvido;

•    Fazer conhecidos novos meios de aprendizados através da tecnologia;

•    Cada envolvido tendo consciência do uso correto das redes sociais;

•    O hábito da leitura e interpretação como fator para entender o mundo à sua volta;

ABRANGÊNCIA

•    A comunidade escolar como um todo deve ser beneficiada com esse projeto que está dividido em quatro etapas

•    Educação Infantil

•    Fundamental 1 (incluindo AEE)

•    Fundamental 2 (Incluindo AEE)

•    EJA 


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